17.º Congresso Internacional de Dietética

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Organizado a cada quatro anos, o 17.º Congresso Internacional de Dietética (ICD 2016) decorreu em Granada, Espanha, entre 7 a 10 de setembro.

A Associação Internacional de Adoçantes (ISA) reconhece o papel importante que os nutricionistas desempenham no aconselhamento e educação das pessoas para uma dieta saudável e orgulha-se de apoiar e participar do ICD 2016, um evento científico que reúne nutricionistas de todo o mundo.

Encontrará mais informações sobre este congresso e a participação da ISA no ICD 2016 aqui.

Para ler o Comunicado de Imprensa da ISA e obter mais informações sobre as apresentações na sessão “Doce sem calorias: como os adoçantes de baixas calorias podem ser uma ferramenta útil na prática dietética?”, clique aqui. Para os destaques deste simpósio, clique aqui.

Organizado este ano pela Fundação Espanhola de Dietistas-Nutricionistas, em colaboração com o Conselho Geral de Dietistas e Nutricionistas de Espanha, o ICD 2016 é um importante evento científico para nutricionistas em todo o mundo. Com quatro dias de palestras científicas, mesas redondas, simpósios e seminários dedicados aos principais tópicos de dieta e nutrição, mais de 1.400 nutricionistas e outros profissionais de saúde registraram-se para participar no congresso e trocar experiências profissionais e visões científicas. Pode descarregar o programa do ICD 2016 clicando aqui.

O tema do ICD 2016 foi “Rumo a uma alimentação sustentável”. O congresso abordou novos desafios para os nutricionistas e alertou para a forma como, com o seu trabalho quotidiano, podem orientar as pessoas para uma dieta saudável e sustentável, e contribuir consideravelmente para um mundo e um planeta melhor para as futuras Gerações.

Em coerência com o tema, a Comissão Organizadora declarou o ICD 2016 um congresso sem papel e incentivou todos os participantes a seguir esta iniciativa e tornar o evento sustentável e respeitar o meio ambiente. Neste âmbito, todos os participantes foram encorajados a descarregar a aplicação oficial “ICD GRANADA 2016”, que permitia acompanhar o congresso e ter acesso total a todas as informações sobre o programa científico, resumos, informação biográfica dos palestrantes, eventos sociais e as últimas novidades e comunicações. Para aceder a todas as informações sobre esta aplicação, como o descarregar e utilizar, por favorclique aqui.

Por ocasião do 17.º Congresso Internacional de Dietética, a ISA teve o prazer de disponibilizar um stand de informação e organizar um simpósio como parte do programa principal na quinta-feira, 8 de setembro, entre as 12.00 e as 13.30h, intitulado “Doce sem calorias: como podem os adoçantes de baixas calorias são uma ferramenta útil na prática dietética”.

Junte-se ao 17.º Congresso Internacional de Dietética (ICD 2016) em Granada, Espanha para se manter informado sobre as últimas investigações sobre os benefícios dos adoçantes de baixas calorias e a sua utilização na diabetes e controlo de peso.

A ISA também convidou todos os participantes a visitarem o seu gabinete de informações, para esclarecer quaisquer questões sobre adoçantes de baixas calorias e receber o novo folheto da ISA sobre “Adoçantes com baixo teor de calorias: papel e benefícios”, bem como os folhetos informativos da ISA atualizadas com as últimas evidências científicas sobre os benefícios dos adoçantes de baixas calorias.
Com base na forte evidência de estudos em humanos, os adoçantes de baixas calorias são reconhecidos como uma ferramenta eficaz na manutenção de peso. Quando usado como parte de um programa de controlo de peso, os alimentos e bebidas açucarados com baixas calorias podem ajudar as pessoas a reduzir a ingestão calórica geral, mantendo o sabor doce preferido dos seus alimentos e bebidas. Os adoçantes de baixas calorias também são um aliado na dieta de pessoas com diabetes, pois oferecem maior variedade e escolha, além do sabor doce, sem afetar a glicemia e os níveis de insulina.
A sua opinião é importante – aproveite a oportunidade para participar no nossa questionário de 3 minutos. Queremos saber mais sobre os seus interesses e pontos de vista científicos em relação aos adoçantes de baixas calorias e sobre a ISA. Em contrapartida, os participantes que completem o nosso breve questionário serão inscritos num sorteio para ganhar um tablet Apple iPad Air 2 16GB Wi-Fi.
Junte-se ao 17.º Congresso Internacional de Dietética (ICD 2016) em Granada, Espanha, para se manter informado sobre as últimas investigações sobre os benefícios dos adoçantes de baixas calorias e utilização na diabetes e no controle de peso.
Simpósio patrocinado pela ISA, 8 de setembro, 12.00 horas. O simpósio intitulado “Doce sem calorias: como os adoçantes de baixas calorias são uma ferramenta útil na prática dietética” foi presididos pela Dr.ª Aimilia Papakonstantinou, Palestrante em Nutrição e Metabolismo na Universidade Agrícola de Atenas, Grécia, e contou com a presença do Prof. Kees de Graaf, Presidente da Divisão de Nutrição Humana, Professor de Ciência Sensorial e Comportamento Alimentar, da Universidade de Wageningen, Países Baixos; Prof. Anne Raben, Departamento de Nutrição, Exercício e Desporto, SCIENCE, Universidade de Copenhaga, Dinamarca; o do Dr. Caomhan Logue, Professor de Dietética, Centro de Alimentos e Saúde da Irlanda do Norte (NICHE), Escola de Ciências Biomédicas, Ulster University, Irlanda do Norte, Reino Unido.
Please clique aqui para ver o convite do simpósio da mesa redonda e obter mais informações sobre o programa, apresentações e palestrantes. Também pode aceder a todas as informações sobre o simpósio da ISA na aplicação oficial “ICD GRANADA 2016”.
O papel do sabor doce na dieta; passado, presente e futuro O Professor Kees (C) de Graaf, Presidente da Divisão de Nutrição Humana, Professor de Ciência Sensorial e Comportamento Alimentar, Universidade de Wageningen, Países Baixos.O doce nem sempre fez parte da dieta humana. Na dieta neolítica, o doce quase não existia. Até 1500, o açúcar foi considerado um tempero na dieta, em paralelo com outras especiarias como a pimenta. Com a produção de cana-de-açúcar na América, a produção de açúcar e o consumo aumentaram, juntamente com a introdução de bebidas de café, chá e chocolate. O açúcar tornou-se mais barato através da introdução da beterraba açucareira, e o consumo aumentou consideravelmente desde o início da revolução industrial em 1800 até a década de 1960. Desde então, o consumo de açúcar na Holanda é estável rondando 125 g / pessoa/dia. Os seres humanos nascem com uma preferência inata pelo sabor doce; os níveis ideais de açúcar diminuem desde o nascimento até à idade adulta. No mundo industrializado, a grande maioria da energia consumida vem de alimentos doces e salgados. Em diversas meta análises recentes concluiu-se que o consumo de bebidas açucaradas pode contribuir para a prevalência da obesidade e da diabetes tipo 2. Não há evidências em relação ao açúcar na forma sólida. Uma meta-análise recente sobre o papel dos adoçantes de baixas calorias no controlo do apetite, mostrou que os adoçantes em baixas calorias em bebidas se comportava como a água. Um dos mecanismos subjacentes a esse efeito pode ser o facto de as calorias líquidas não serem percecionadas em relação à saciedade em comparação com as calorias sólidas. Uma das restantes questões interessantes é se os adoçantes de baixas calorias também contribuem para uma menor ingestão de energia/peso corporal ao substituir o açúcar em alimentos sólidos. Uma questão importante em relação às preferências por doce é se as preferências de doce são estáveis ou se mudam após a exposição. Alguns estudos científicos e exemplos industriais sugerem que as preferências de doce podem mudar em direção ao nível de exposição, embora um estudo recente sugerisse preferências de açúcares estáveis, apesar de uma menor exposição ao doce. Um dos desafios científicos é descobrir como é que a exposição ao gosto doce na dieta pode mudar as preferências por doces.

Adoçantes de baixas calorias: efeitos sobre o apetite e regulação do peso corporal Professora Anne Raben, Departmento de Nutrição, Exercício e Desporto, SCIENCE, Universidade de Copenhaga.Tem sido declarado que no longo prazo os adoçantes de baixas calorias aumentam o apetite e, portanto, a ingestão de alimentos e o peso corporal. Esta declaração baseia-se principalmente em alguns estudos de refeições realizados nos anos 1980. No entanto, vários estudos de intervenção realizados ao longo dos últimos 25-30 anos mostraram que os adoçantes de baixas calorias não estimulam o apetite nem aumentam o peso corporal, como sugerido no início. Meta-análises abrangentes dos últimos anos concluiram unanimemente que o uso de adoçantes de baixas calorias pode levar a um peso corporal relativamente menor quando comparados com o açúcar (1). O padrão é o mesmo para crianças e adultos, embora tenham sido realizados mais estudos em adultos. Além disso, verificou-se que a acumulação de gordura ectópica, glicemia, insulinemia e lipidemia não aumentam, como observado com a ingestão de sacarose. Ultimamente, os ensaios clínicos controlados e aleatorizados também compararam a ingestão de adoçantes de baixas calorias com a água e mudanças no peso corporal. Esta conclusão baseia-se no pressuposto de que os adoçantes de baixas calorias utilizados em substituição da água, aumentariam o apetite e o consumo de energia e, portanto, o peso corporal. Curiosamente, um estudo recente em 303 indivíduos com excesso de peso e obesidade mostrou que, após um período de perda de peso incial, os indivíduos que receberam água mantiveram uma perda de peso de 2,5 kg após um programa de tratamento de comportamental de 1 ano, enquanto os que receberam bebidas com adoçantes de baixas calorias mantiveram uma perda de 6,2 kg (P & gt; 0,001) (2). As bebidas com adoçantes de baixas calorias foram, portanto, superiores na perda e manutenção de peso nesta população. Alguns estudos longitudinais de coorte relataram uma associação positiva entre a ingestão de adoçantes dee baixas calorias e IMC, sugerindo que os adoçantes de baixas calorias podem promover o aumento de peso. No entanto, ao interpretar dados de estudos de coorte, é importante lembrar que somente associações e não relações de causa e efeito podem ser estabelecidas. Assim, pode ocorrer uma causalidade inversa ou confusão residual pelo que devem ser encarados com prudência. Uma análise retrospectiva recente de dados de 22.231 adultos (NHANES) mostrou que o uso de adoçantes de baixas calorias estava associado à intenção expressa de perder peso durante os 12 meses anteriores (3). Este facto confirma a hipótese de que os indivíduos com excesso de peso são mais propensos a consumir produtos com adoçantes de baixas calorias do que indivíduos com peso normal.

  1. Rogers et al. Int J Obes 2015.177;doi 10.1038
  2. Peters et al. Obesity 2016;24:297-304.
  3. Drewnowski & Rehm. Nutr Diab 2016;6 e202;doi 10.1038.

O papel dos adoçantes de baixas calorias nas epidemias de obesidade e diabetes numa perspectiva de saúde pública Dr. Caomhan Logue, Centro da Irlanda do Norte para a Alimentação e a Saúde, Universidade de Ulster, Coleraine, Irlanda do Norte. Assistente em Dietética.A obesidade e os distúrbios relacionados, incluindo a diabetes tipo 2, tornaram-se preocupações importantes de saúde pública, resultando em implicações significativas para as áreas clínicas, económicas e sociais. (1,2) Muitos fatores têm sido associados no desenvolvimento de aumento de peso e diabetes e, neste sentido, a abordagem multifacetada tem sido preconizada para enfrentar estes problemas de saúde globais. As iniciativas de saúde pública concentraram-se em incentivar práticas dietéticas mais saudáveis e aumentar a atividade física na população, com uma abordagem de parceria para ultrpassar estas questões de saúde. (3) Uma estratégia sugerida é disponibilizar opções alimentares saudáveis aos consumidores através da reformulação dos produtos. (4,5) O consumo excessivo de açúcares, particularmente de bebidas açucaradas, foi relacionado com o desenvolvimento do aumento de peso e diabetes tipo 2. (6,7) Portanto, relatórios recentes recomendam que a ingestão de açúcares idealmente não deve exceder 5-10% do consumo total de energia. (6,7) Com as ingestões estimadas atualmente variando de 7-17% em adultos e 12-25% em crianças (7), a adesão a tais recomendações provavelmente será difícil. Uma estratégia para aumentar os esforços para reduzir o consumo total de açúcar pode ser substituí-los por adoçantes com baixas calorias. Estes fornecem um sabor doce sem contribuir com o conteúdo energético global do produto. Durante algum tempo, houve bastante controvérsia em torno do uso de adoçantes de baixas calorias; no entanto, apesar de alguns dados observacionais (humanos) e baseados em animais, indicando um potencial papel adverso dos adoçantes de baixas calorias em termos de controlo de peso e/ou controlo glicémico, estas conclusões não foram confirmadas por ensaios controlados aleatorizados em seres humanos que demonstrem que os adoçantes de baixas calorias podem realmente ser uma ferramenta útil na manutenção de peso. (8) Além disso, foi relatado que o consumo de adoçantes de baixas calorias está associado a dietas e comportamentos de estilo de vida mais saudáveis.(9,10) Avaliações inadequadas das ingestões de adoçantes de baixas calorias em estudos observacionais podem explicar algumas das diferenças entre dados observacionais e experimentais. Neste sentido, obter dados de consumo mais robustos, potencialmente através de uma abordagem de biomarcadores (11), proporciona oportunidades mais objetivas para ultrapassar as limitações com os dados atualmente existentes. Portanto, com base nas evidências existentes e nas políticas governamentais atuais, os adoçantes de baixas calorias parecem estar bem posicionados para desempenhar um papel positivo na luta contra as epidemias da obesidade e da diabetes, ajudando a reduzir o consumo de açúcar e simultaneamente mantendo a palatabilidade da dieta.

  1. OMS (2015) Obesidade e Excesso de Peso, Fact sheet N.º 311.
  2. OMS (2016) Relatório Global sobre Diabetes.
  3. Comissão Europeia (2007) Relatório Oficial: Uma estratégia para a Europa em matéria de problemas de saúde ligados à nutrição, ao excesso de peso e à obesidade.
  4. Public Health England (2015) Redução de Açúcar: Da evidência à Ação.
  5. World Cancer Research Fund International (2015) Restringir o consumo global de açúcar.
  6. OMS (2015) Guia de Orientações: Ingestão de açúcares para adultos e crianças.
  7. Scientific Advisory Committee on Nutrition (2015) Hidratos de carbono e saúde.
  8. Peters J.C. & Beck J (In press) Utilização de adoçantes de baixas calorias e equilíbrio energético. Fisiologia e Comportamento.
  9. Drewnowski & Rehm (2014) O consumo de adoçantes de baixas calorias entre os adultos dos EUA está associado a um Índice de Alimentação Saudável (Higher Healthy Eating Index – HEI 2005) mais elevado e a uma maior atividade física. Nutrients 6: 4389-4403.
  10. Gibson S A et al (2016) Consumo de Bebidas de Baixas Calorias está Associado com a ingestão de Energia e Nutrientes e Qualidade da Dieta dos Adultos Britânicos. Nutrients 8 (1): 9 doi: 10.3390/nu8010009.
  11. Logue C et al (2015) Um novo método para a determinação simultânea de cinco adoçantes de baixas calorias na urina humana. Procedimentos da Sociedade de Nutrição 74 (OCE1): E72.
Sobre a Dr.ª Aimilia PapakonstantinouAimilia Papakonstantinou é conferencista em Nutrição e Metabolismo do Departamento de Ciência Alimentar e Nutrição Humana da Universidade Agrícola de Atenas. Ao longo dos quase 10 anos de permanência nos EUA, depois de se formar no Departamento de Alimentos e Nutrição da Universidade da Geórgia nos EUA e após a conclusão de seus estudos de pós-graduação, a Dr.ª Aimilia Papakonstantinou trabalhou como Investigadora Graduada e Professora Assistente até 2003 na mesma Universidade. Ao regressar à Grécia, obteve o seu doutoramento no Departamento de Dietética – Nutrição da Universidade Harokopio de Atenas e trabalhou no Laboratório de Nutrição e Dietética Clínica como Associada de Investigação até 2006. Entre 2006 e 2013 obteve extensa experiência clínica e de investigação a trabalhar como nutricionista credenciada no 2.º Departamento de Medicina Interna, Instituto de Investigação e Centro de Diabetes, no Hospital Universitário Attikon da Universidade de Atenas. Desde 2013 até hoje, é membro do corpo docente da Universidade Agrícola de Atenas. A sua área de interesse de investigação e experiência clínica na prevenção e tratamento dietético da obesidade e diabetes, posicionam-na como uma das peritas neste campo na Grécia. A sua investigação foi publicada em inúmeras publicações internacionais revistas pelos pares, tendo participado em mais de 100 reuniões/conferências nacionais e internacionais como oradora convidada. A sua investigação centra-se em questões que envolvem o controlo dietético da obesidade e diabetes e a resistência à insulina.

Sobre o Prof. Kees de GraafKees (C ) de Graaf é Professor de Ciência Sensorial e Comportamento Alimentar e presidente da Divisão de Nutrição Humana da Universidade de Wageningen, Países Baixos. A sua tese de doutoramento foi sobre estudos psicofísicos de misturas de paladares. De Graaf publicou mais de 200 artigos em revistas científicas, principalmente sobre determinantes psicopatológicos do comportamento alimentar. As atividades de investigação e ensino concentram-se no significado dos sinais sensoriais do comportamento alimentar e na regulação da ingestão de alimentos. Ele analisa diferentes grupos de pessoas (crianças, idosos, pessoas com excesso de peso), os efeitos das propriedades dos alimentos na escolha e ingestão, utilizando técnicas modernas de medição (por exemplo, Ressonância Magnética). As linhas de investigação do seu grupo de disciplinas centra-se em três áreas principais: 1) estrutura alimentar – processamento oral de alimentos – percepção e preferências sensoriais dinâmicas, 2) impacto dos sinais sensoriais e metabólicos no comportamento alimentar e 3) fisiologia periférica e neurobiologia de recompensa e saciedade.

Sobre a Prof.ª Anne RabenAnne Raben (AR) é Doutorada em Nutrição Humana, Professora na Unidade de Investigação em Obesidade e Chefe do Conselho de Estudos do Departamento de Nutrição, Exercício e Desporto (NEXS), CIÊNCIA, Universidade de Copenhague, Dinamarca. Anne Raben tem mais de 25 anos de experiência em estudos de intervenção clínica na área da obesidade e doenças relacionadas. Os principais tópicos de investigação têm sido sobre as alterações no peso corporal induzidas pela dieta e por medicamentos, regulação do apetite, consumo energético, parâmetros metabólicos e marcadores de risco de Doença Cardiovascular (DCV) e Diabetes Tipo 2 (T2). Adicionalmente, tem estado focalizado em particular no papel dos diferentes macronutrientes e hidratos de carbono – incluindo açúcares, adoçantes não-calóricos e índice glicémico. Atualmente, Anne Raben é Coordenadora de Projetos do vasto projeto multinacional de FP7 da UE “PREVIEW”, Prevenção da Diabetes através da intervenção no estilo de vida e estudos populacionais na Europa e em todo o mundo (www.Previewstudy.com). O cerne do projeto é um ensaio clínico multicêntrico de 3 anos, em 2.500 crianças e adultos pré-diabéticos com excesso de peso.

Sobre o Dr. Caomhan LogueO Dr. Caomhan Logue é professor assistente de dietética do Centro da Irlanda do Norte para a Alimentação e Saúde (Northern Ireland Center for Food and Health – NICHE), Universidade de Ulster, Irlanda do Norte. Caomhan licenciou-se em 2012 tendo um Bacharelato em Ciência Dietética e trabalhou como Dietista Clínico antes de completar o doutoramento em Ulster. O seu doutoramento concentrou-se na investigação da viabilidade de uma abordagem de um biomarcador para avaliar a ingestão de adoçantes e baixas calorias. Nesse trabalho, desenvolveu um novo método analítico para determinar simultaneamente as concentrações urinárias de cinco adoçantes de baixas calorias comumente consumidos e os seus atuais interesses de investigação focam-se na aplicação desta abordagem inovadora, que permite uma avaliação mais objetiva da ingestão/exposição de LCS, para investigar a relação entre adoçantes de baixas calorias e saúde. Caomhan tem também um grande interesse na área de saúde pública e trabalha em estreita colaboração com a Healthy Living Centre Alliance (Irlanda do Norte), que disponibiliza diversos programas de saúde destinados a melhorar a saúde e o bem-estar das populações locais que vivem em áreas de elevada falta de recursos socio-económicos.