Especialistas internacionais em ciência da saúde de acordo quanto aos benefícios de adoçantes de baixas calorias – Uma revisão pelos pares apresentada na edição de dezembro do Boletim de Nutrição

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Bruxelas, 1 de dezembro de 2014: Os especialistas independentes multidisciplinares de classe mundial, Sigrid Gibson, o Prof. Adam Drewnowski, o Prof. James Hill, a Professora Eeva Widström, a Prof.ª Hely Tuorila e a Prof.ª Anne Raben1, reuniram-se por ocasião da Conferência da Associação Internacional de Adoçantes (ISA) no início de 2014 e aproveitaram a oportunidade para, em conjunto, efetuar uma revisão dos benefícios dos adoçantes de baixas calorias com base na investigação científica disponível.

O consenso entre os especialistas nos seus campos é que, sim, os adoçantes de baixas calorias são eficazes”, referiu o Prof. Adam Drewnowski, acrescentando: “Todo o trabalho toxicológico e de segurança realizados pelas agências internacionais têm comprovado repetidamente a sua segurança e eficácia”.

Declaração de Consenso sobre os benefícios dos adoçantes de baixas calorias, publicada na edição de dezembro de 2014 noNutrition Bulletin – uma publicação periódica revista pelos pares que fornece revisão cientifica bem como notícias – descreve o papel benéfico que os adoçantes de baixas calorias podem desempenhar nas escolhas de dieta e estilo de vida saudáveis. As conclusões confirmam os resultados positivos de estudos científicos recentes mostrando que os adoçantes de baixas calorias não aumentam o apetite e não têm nenhum efeito perceptível sobre a saciedade, podendo, de facto, aumentar a perda de peso em condições reais, quando utilizados como parte de um programa comportamental para a gestão do peso.

Adicionalmente, os especialistas concordam que os adoçantes de baixas calorias podem ter um efeito benéfico sobre a glicose pós-prandial e insulina em indivíduos saudáveis e em pessoas com diabetes, com um impacto positivo na saúde oral quando utilizado em alimentos, bebidas, pasta de dentes e medicamentos, desde que os restantes ingredientes também sejam não-cariogénicos e não-erosivos.

Ao chamar a atenção para a profusão da recente investigação com base em dados comprovados sobre os benefícios de adoçantes de baixas calorias, o documento aborda as percepções e informações erradas sobre os efeitos dos adoçantes de baixas calorias. Além disso, recorda aos profissionais de saúde e ao público em geral do aval que os adoçantes de baixo teor calórico têm recebido das autoridades reguladoras em todo o mundo.

O controlo de peso é uma das principais razões pelas quais as pessoas usam adoçantes de baixas calorias, e parece-me que neste momento temos um enorme número de estudos que mostram que os adoçantes de baixas calorias são ferramentas positivas e não negativas para o controlo de peso”, salienta o Prof. James Hill, concluindo que “esta é a mensagem que tem de ser compreendida de forma mais ampla”.

Ao fornecer o sabor doce sem as calorias, as várias opções com baixas calorias podem ter um contributo útil numa dieta saudável, com controlo de calorias. Para além disso, não são agressivos para os dentes.

O documento de consenso está disponível para download através do site ao clicar aqui.”

Notas ao editor

Para o aceder à informação científica, veja abaixo uma lista não exaustiva de estudos sobre o tema:

  • Anderson GH, Foreyt J, Sigman Grant M et al. (2012) The use of low-calorie sweeteners by adults: impact on weight management. The Journal of Nutrition 142: 1163S-9S.
  • Bryant CE, Wasse LK, Astbury N et al. (2014) Non-nutritive sweeteners: no class effect on the glycaemic or appetite responses to ingested glucose. European Journal of Clinical Nutrition 68: 629-31.
  • Drewnowski A (2013) Dietary habits and use of low-calorie sweeteners: an effective tool in the prevention of obesity and diabetes. Annals of Nutrition and Metabolism 63 (Suppl. 1): 147-8.
  • EFSA NDA (EFSA Panel on Dietetic Products Nutrition and Allergies (2011) Scientific opinion on the substantiation of health claims related to intense sweeteners and contribution to the maintenance or achievement of a normal body weight (ID 1136, 1444, 4299), reduction of post-prandial glycaemic responses (ID 4298), maintenance of normal blood glucose concentrations (ID 1221, 4298), and maintenance of tooth mineralisation by decreasing tooth demineralisation (ID 1134, 1167, 1283) pursuant to Article 13(1) of Regulation (EC) No 1924/2006. EFSA Journal 9: 2229.
  • Keskitalo K, Tuorila H, Spector TD et al. (2007) Same genetic components underlie different measures of sweet taste preference. The American Journal of Clinical Nutrition 86: 1663-9.
  • Mattes RD & Popkin BM (2009) Nonnutritive sweetener consumption in humans: effects on appetite and food intake and their putative mechanisms. The American Journal of Clinical Nutrition 89: 1-14.
  • Miller PE & Perez V (2014) Low-calorie sweeteners and body weight and composition: a meta-analysis of randomized controlled trials and prospective cohorts studies. The American Journal of Clinical Nutrition. doi: 10.3945/ajcn.113.082826.
  • Peters JC, Wyatt HR, Foster GD, Hill JO et al. (2014) The effects of water and non-nutritive sweetened beverages on weight loss during a 12 week weight loss treatment program. Obesity 22: 1415-21.
  • Raben A, Moller BK, Flint A et al. (2011) Increased postprandial glycaemia, insulinemia, and lipidemia after 10 weeks’ sucrose-rich diet compared to an artificially sweetened diet: a randomised controlled trial. Food & Nutrition Research 55: 5961. doi: 10.3402/ fnr.v55i0.5961.

1 S. Gibson, Sig-Nurture, Ltd., Guildford, Surrey, UK; A. Drewnowski, University of Washington Center for Obesity Research, Washington, DC, USA; J. Hill, Anschutz Health and Wellness Center, University of Colorado, Boulder, CO, USA; A. B. Raben, Department of Human Nutrition, University of Copenhagen, Denmark; H. Tuorila, Department of Food and Environmental Sciences, University of Helsinki, Finland; E. Widström, National Institute for Health and Welfare, Helsinki, Finland.