Especialistas concluem que a riqueza de estudos bem controlados em seres humanos sugerem que os adoçantes de baixas calorias podem ser uma ferramenta útil no controlo de peso

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34º Simpósio Internacional sobre Diabetes e Nutrição, Praga: Especialistas de renome mundial concordam que” existe uma pesquisa de alta qualidade em seres humanos que confirma consistentemente o papel útil dos adoçantes de baixas calorias no controlo e manutenção de peso a curto e longo prazos.” No âmbito do 34º Simpósio Internacional sobre Diabetes e Nutrição, que decorreu em Praga, entre 29 de junho e 1 de julho, quatro especialistas de renome nas suas áreas foram convidados pelos organizadores a participar numa sessão e discussão esclarecedora sobre adoçantes de baixas calorias e o seu papel nas epidemias da obesidade e da diabetes.

O 34º Simpósio Internacional sobre Diabetes e Nutrição, organizado pelo Grupo de Trabalho de Diabetes e Nutrição (DNSG) da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD), reuniu cientistas de renome mundial, especialistas de nutrição e diabetes e profissionais de saúde de todo o mundo, discutirem e debaterem os desenvolvimentos emergentes da ciência na prevenção e tratamento da diabetes.

Na sessão intitulada ” Vida Doce: Os adoçantes não-calóricos ajudam na luta contra a obesidade e diabetes?”, que decorreu na sexta-feira, 1 de julho, o Prof. Fred Brouns, a Drª France Bellisle, o Prof. Peter Rogers e o Dr. James O. Hill , apresentaram os resultados da suas recentes pesquisas1, 2, 3 e os dados mais atualizados da literatura científica sobre o papel dos adoçantes de baixas calorias no controle de peso. Durante o painel de discussão, os oradores concluíram que os últimos estudos humanos de alta qualidade e revisões sistemáticas publicadas em 2016, trazem valor acrescentado a um manancial de dados já existente, que demonstraram repetidamente que os adoçantes e os alimentos e bebidas que os contêm, podem ajudar as pessoas a reduzir o açúcar e consumo de energia, quando usado como parte de um programa dietético de controle de peso e em vez de açúcares. Mais especificamente, os palestrantes do painel enfatizaram que “com base na forte evidência de estudos em humanos, podemos ter a certeza de que os adoçantes de baixas calorias podem ser uma ferramenta eficaz na manutenção de peso. Quando usado como parte de um programa de controle de peso, os alimentos e bebidas açucaradas de baixas calorias podem ajudar a reduzir a ingestão calórica geral, mantendo o sabor doce preferido dos alimentos e bebidas.”

Em contraste com o que muitas vezes se acredita, os estudos científicos sólidos não mostram que o uso de adoçantes de baixas calorias leve à ingestão de mais alimentos ou bebidas contendo açúcar. Os indivíduos que começam a consumir bebidas com adoçantes de baixas calorias parecem fazer escolhas mais saudáveis nas suas dietas, com vista a uma melhor qualidade geral da dieta. Ao fornecer o sabor doce sem as calorias, as opções adoçadas de baixas calorias podem contribuir de forma decisiva para permitir às pessoas a fazer escolhas inteligentes sem prescindir do sabor agradável do doce e ajudar a alcançar uma dieta e estilo de vida equilibrados.

Para mais detalhes sobre o congresso e a sessão intitulada ” Vida Doce: Os adoçantes não-calóricos ajudam na luta contra a obesidade e diabetes?”, e para ler mais sobre as apresentações dos palestrantes, acedaaqui.

  1. Rogers PJ. et al. Does low-energy sweetener consumption affect energy intake and body weight? A systematic review, including meta-analyses, of the evidence from human and animal studies. Int J Obes (Lond). 2016 Mar;40(3):381-94. doi: 10.1038/ijo.2015.177. Epub 2015 Sep 14
  2. Peters JC, Beck J, Cardel M, Wyatt H, Foster G, Pan Z, Wojtanowski A, Vander Veur S, Herring S, Brill C, Hill J, The Effects of Water and Non-Nutritive Sweetened Beverages on Weight Loss and Weight Maintenance: A Randomized Clinical Trial. Obesity (Silver Spring). 2016 Feb;24(2):297-304. doi: 10.1002/oby.21327. Epub 2015 Dec 26.
  3. Bellisle F. Intense Sweeteners, Appetite for the Sweet Taste, and Relationship to Weight Management. Curr Obes Rep. 2015;4(1):106-10. doi: 10.1007/s13679-014-0133-8